Tem uma frase da qual gosto muito: “Agir localmente, pensar globalmente”. Considero uma iniciativa pioneira, a conquista individual, fruto da visão de longo prazo do que pode (e deve) ser feito individualmente, em primeira mão. Acredito que exaustivos trabalhos de articulação política e discussões democráticas sejam iniciados a partir dos valores adquiridos por pessoas que, certamente, obtiveram exemplos palpáveis de ética, sensatez, capacidade de discernimento, quanto à valores e consequentes ações individuais sobre “o todo”, desde a tenra idade. Uma ideia que não morre, colocada em prática isoladamente, caso caminhe de encontro à outras como ela, terá força numa sociedade organizada. Acreditar, mas, inverter a sequência da frase acima é, para mim, a decisiva “não concretização” de toda e qualquer ação possivelmente transformadora. A pergunta que me faço é: quais motivos levam a outrem, insistir em ignorar que tudo – absolutamente tudo- o que acontece globalmente, nada mais é do que o resultado de ações individuais?! Cuja aquiescência às ações praticadas significa sua responsabilidade sobre os resultados obtidos?! Definitivamente, para mim, Agir localmente significa olhar para dentro -e próximo- de si, melhorando-se individualmente, para somente assim obter condições para atuar melhor e globalmente. Pensar globalmente significa observar, analisar o que acontece fora de si, contribuindo de forma positiva – e efetiva- com novas ações que permitam a dissipação de utopias desnecessárias à cura de um planeta que nós mesmos, por nossa provável ignorância -ou descaso- dos resultados, auxiliamos à adoecer.
Sol
Escrevi a partir de algo que meu olhar atento não ignorou. Não basta jogar, observando apenas um dos lados do tabuleiro de xadrez… a não ser, claro, que suicidar-se em meio ao jogo nos pareça a única saída possível. E, acreditem em mim: não é!
